Reforma Tributária: o que muda para a sua empresa a partir de 2026
Reforma Tributária: o que muda para a sua empresa a partir de 2026
Blog da Época
A Reforma Tributária do consumo deixou de ser assunto do futuro. Desde janeiro de 2026 as notas fiscais já destacam os novos tributos em caráter de teste, e o calendário de mudanças segue até 2033. Quem se organiza agora transforma a transição em vantagem. Quem espera descobre o impacto quando a conta chega.
O que muda, em uma frase
Cinco tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) serão substituídos por um IVA dual: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios. Além deles, surge o Imposto Seletivo, que incide sobre produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
O calendário da transição
| Ano | O que acontece |
|---|---|
| 2026 | Ano de teste: CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados na nota, compensáveis com PIS e Cofins. |
| 2027 | A CBS entra para valer, PIS e Cofins deixam de existir e começa o Imposto Seletivo. |
| 2029 a 2032 | ICMS e ISS são reduzidos aos poucos, enquanto o IBS aumenta na mesma proporção. |
| 2033 | Fim do ICMS e do ISS. O novo sistema passa a funcionar por completo. |
Três mudanças que afetam o dia a dia
- Crédito amplo: o imposto pago nas compras da empresa vira crédito para abater do imposto das vendas. Fornecedor organizado passa a valer mais.
- Cobrança no destino: o IBS fica com o estado e o município onde está o cliente, não onde está a empresa. Isso muda a lógica de incentivos fiscais regionais.
- Split payment: em muitas operações, o imposto será separado automaticamente no momento do pagamento. O caixa da empresa sente a diferença.
E quem está no Simples Nacional?
O Simples continua existindo, e a empresa pode seguir recolhendo tudo no DAS. A novidade é que ela poderá optar por pagar IBS e CBS por fora do Simples. Isso faz sentido quando os clientes são outras empresas, que querem aproveitar crédito integral na compra. Para quem vende ao consumidor final, permanecer no regime atual tende a ser o caminho mais simples. A decisão depende do perfil dos clientes e precisa de simulação.
O que fazer agora
- Revise o cadastro de produtos e serviços: códigos, classificações e descrições vão definir a alíquota.
- Mapeie seus principais fornecedores e verifique se eles vão gerar crédito para você.
- Reveja contratos longos e a formação de preço, porque a carga muda ao longo dos anos.
- Simule o impacto no caixa com o split payment.
- Se estiver no Simples, avalie se vale a pena recolher IBS e CBS por fora.
Reforma Tributária não é só assunto do contador. Ela mexe em preço, margem, contrato e caixa, ou seja, na estratégia do negócio.
Na Época, fazemos esse diagnóstico com cada cliente e montamos o plano de transição junto com os sócios. Se quiser entender o impacto na sua empresa, fale com a gente.
Sobre Fellype Manso:
Fellype MansoFundador do Grupo Época
Empresário goiano, fundador do Grupo Época e sócio da Talismã Office, da Pop Move e da Indeniza Fácil. Há mais de uma década ajuda empresários a organizar a gestão, os impostos e as finanças para crescer com segurança.